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6 formas de se
proteger do zika

6 formas de se proteger do zika

MITOS E VERDADES SOBRE O ZIKA VÍRUS

Cássia Fragata

Da mesma família da dengue e da chikungunya, o zika vírus tem na picada do mosquito aedes aegypti sua principal forma de transmissão. O vírus surgiu pela primeira vez nos anos 1940 em Uganda, na África e, mais de 20 anos depois foi detectado em humanos, na Nigéria.

No Brasil o zika vírus foi identificado no início de 2015 e, de lá pra cá, tem gerado muita preocupação e trabalho para a comunidade científica e inúmeras dúvidas entre os pacientes, em especial, entre as gestantes.

Conheça alguns MITOS e VERDADES sobre o zika vírus e lembre-se que sua participação na luta para a erradicação do aedes aegypti é fundamental para o controle da dengue, da chikungunya e do zika vírus.

Seja um vigilante em sua casa e um agente disseminador de informações em sua comunidade. Vamos conversar e levar orientação a quem precisa.

VERDADE

A picada do mosquito costuma não causa dor, pois o aedes aegypti possui um tipo de anestésico na saliva, evitando assim a sensação dolorida que outros insetos podem causar.

VERDADE

Os repelentes de insetos registrados na ANVISA, quando usados de acordo com as instruções, são comprovadamente seguros e eficazes, mesmo para grávidas e mulheres que estejam amamentando. É importante que a gestante siga corretamente as informações de utilização do produto passadas pelo fabricante no rótulo, ficando sempre atenta ao tempo de duração de cada um.

Conforme o Ministério da Saúde, os repelentes a base de Ethyl butylacetylaminopropionate (IR 3535), como a loção antimosquito, de dietiltoluamida (DEET) – Autan, OFF, Super Repelex e de Hydroxyethyl isobutyl piperidine carboxylate (Icaridina) – Exposis –, são os mais indicados. E lembre-se, o uso do repelente é fundamental para as gestantes!

VERDADE

Os repelentes aplicados na pele exposta podem ser usados também por cima da roupa, devendo ser reaplicado com o mesmo intervalo de tempo. Não use o repelente embaixo da roupa, pois pode causar reações. Nunca utilize repelentes sobre cortes, feridas ou pele irritada. Evite contato com os olhos, a boca e, após a aplicação, lave as mãos com água e sabão. O repelente spray não deve ser utilizado diretamente no rosto, primeiro passe nas mãos e depois espalhe nas áreas expostas.

MITO

Para o aproveitamento seguro da ação do repelente, ele deve ser usado sempre depois do filtro solar. Portanto, passe o filtro e, após 15 minutos, aplique o repelente.

MITO

O uso desses aparelhos pode afastar o mosquito, mas não evita as picadas. O frio gerado pelo ar-condicionado e a queda de umidade tornam o local inóspito para o mosquito transmissor do zika vírus, afastando-o do cômodo. Já o ventilador apenas espanta o aedes aegypti. Nenhum dos equipamentos elimina o mosquito, mas sua utilização ajuda a manter o mosquito afastado.

VERDADE

Sim, o aedes aegypti transmite o zika vírus, a dengue e a chikungunya. O mosquito propaga o vírus ao picar uma pessoa infectada e, posteriormente uma saudável. Por isso é fundamental os cuidados pessoais e com o ambiente, zelando sempre pela limpeza e higienização de locais que possam se transformar em criadouros do mosquito. Outras formas de contágio são o contato sexual, a transfusão de sangue e a transmissão do zika vírus, durante a gestação, da mãe para o feto.

MITO

Não. Os principais sintomas do zika vírus são manchas vermelhas (exantemas) na pele, coceira pelo corpo, febre baixa, conjuntivite não purulenta e artralgia difusa (dores nas articulações), porém, 80% dos pacientes são assintomáticos, ou seja, não apresentam nenhuma manifestação clínica.

MITO

Não, o uso do repelente é uma das formas de se evitar a picada do aedes aegypti. Porém, há outras atitudes fundamentais que podem se somar ao uso do repelente para se proteger do zika vírus. Evite aglomerações em lugares onde a presença do mosquito é maior, use roupas que protejam braços e pernas nesses locais, quando possível, faça uso do ventilador e do ar condicionado. É importante ressaltar também que é essencial acabar com os criadouros desse mosquito, evitando assim sua proliferação e a disseminação do zika vírus. Dispense os famosos pratinhos colocados embaixo dos vasos, mas não se esqueça de observar os possíveis criadouros que mantemos em nossa própria casa. Não acumule objetos em quintais, jardins e garagens, esteja atento ao correto fechamento da caixa d’água, troque com frequência a água dos potes dos animais e livre-se definitivamente de garrafas, latas, pneus, vasos e recipientes deixados ao ar livre. Em locais com grande incidência do mosquito é importante utilizar telas nas janelas e mosquiteiros nas camas e berços.

VERDADE

Sim. O zika pode ser transmitido por contato sexual, de homens para mulheres e de mulheres para homens. Portanto, é fundamental o uso do preservativo para impedir a transmissão do zika vírus. É importante lembrar que, mesmo que a mulher esteja grávida, o uso do preservativo é essencial para que não corra o risco de se contaminar durante a gestação e transmitir o vírus para o feto.

VERDADE

Sim. O vírus é encontrado durante longos períodos no sêmen, portanto, a mulher pode ser contaminada durante a gestação. É importante ressaltar que a mãe pode transmitir o zika vírus para o feto e gerar problemas graves de desenvolvimento do bebê.

MITO 

Não. O zika vírus pode ser transmitido da mãe para o feto durante a gestação, mas não necessariamente o bebê nascerá com microcefalia – quando a criança nasce com a cabeça, o crânio, menor do que o normal, em decorrência da falta adequada de partes do cérebro podendo causar graves complicações neurológicas – ou algum outro problema de má formação ou anomalias. Sabe-se que quanto mais precoce a gravidez (três primeiros meses), maiores são as possibilidades de o feto contaminado pela mãe apresentar algum problema grave causado pelo vírus. Outras doenças em grávidas que também podem causar microcefalia são sífilis, citomegalovírus, rubéola, herpes, dentre outras. No caso da gestante apresentar algum sintoma de zika ou suspeitar da contaminação, é fundamental que procure imediatamente atendimento médico para ser devidamente acompanhada.

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O ginecologista Dr. Mario Cavagna, diretor científico da Sociedade Brasileira de Reprodução Humana – SBRH sobre conscientização, fertilidade, a importância do fator idade, reprodução assistida, congelamento de óvulos e, claro, sobre zika vírus.

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